terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sepe fará campanha e protesto no dia 23/11 contra fechamento de escolas estaduais


 


imageProfissionais, alunos e pais das escolas estaduais noturnas ameaçadas de fechamento realizarão um ato amanhã, quarta-feira, dia 23, na porta da Secretaria Estadual de Educação (Seeduc) – na Rua da Ajuda, Centro -, às 18h, para protestar contra o anúncio feito pelo secretário de estado de Educação, Wilson Risolia, do fechamento de 48 escolas que funcionam em regime compartilhado com a Secretaria Municipal de Educação do Rio (as escolas têm aulas da rede municipal de dia e da rede estadual no turno da noite).
Além do ato, o sindicato vai promover uma campanha publicitária intitulada "Fechar escolas é crime", veiculando mensagens contra a política da Seeduc de extinção de escolas noturnas na capital e dos municípios, que também terão unidades fechadas.
O Sepe está à frente da luta em várias escolas ameaçadas, mobilizando as comunidades escolares com atos de protesto, reuniões e audiências na Secretaria para reverter o processo de extinção de escolas, que ameaçava o ano letivo dos alunos do ensino estadual noturno. A mobilização foi iniciada em meados deste ano, quando Risolia anunciou a intenção de fechar mais de duas dezenas de escolas noturnas que atendiam alunos das regiões da Tijuca, Rio Comprido e Centro. Graças à mobilização, a secretaria acabou revertendo o fechamento.
Em outubro, por exemplo, a mobilização do Colégio Tereza Cristina, em Brás de Pina, impediu a Seeduc de extinguir várias turmas e realocar os alunos, e isto faltando dois meses para o final do ano letivo. Depois de vários protestos e reuniões na escola, na Metropolitana local e na Secretaria, o secretário recuou da decisão e os alunos não foram prejudicados.
Agora, a Seeduc volta a atacar o direitos dos alunos à escolas públicas noturnas e ameaça fechar 48 unidades para o ano letivo de 2012. A iniciativa faz parte do processo de municipalização e de "otimização" das unidades estaduais. Mas o sindicato e as comunidades escolares não irão permitir que a política de mercantilização da escola pública estadual prejudique ainda mais a educação em nosso estado.

Cartaz da Conferência Estadual de Educação

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NÃO AO FECHAMENTO DAS ESCOLAS NOTURNAS - ATO PÚBLICO 23/11/11 - 18H

domingo, 11 de setembro de 2011

Um grito ecoa em Rio das Ostras, o Grito dos Excluídos

Um grito ecoa em Rio das Ostras, o Grito dos Excluídos

Do Blog: Psol Rio das Ostras

Por Jonathan Mendonça

Prefeito FOGE do palanque e dá o desfile por encerrado!

Estudantes, professores, servidores, sem terra e outros segmentos sociais participaram do Grito dos Excluídos.

“Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Art. 5°: IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”

Por toda a cidade correm boatos de um grito que ainda ecoa: O Grito dos Excluídos! Uma manifestação pacífica que ocorreu com cerca de 700 pessoas sendo em sua maioria ligados à área da educação como professores, auxiliares de desenvolvimento infantil, equipe técnica em geral e alunos desde ensino fundamental e médio até superior (UFF).

O ato foi pacífico pela parte dos manifestantes, já a prefeitura impôs um cordão de isolamento feito pelos guardas municipais numa atitude antidemocrática e inconstitucional. O prefeito encerrou o desfile antes que todas as instituições desfilassem para ir embora por trás do palanque.

No dia 7 de Setembro de 2011, dia em que se “comemora” o Grito de Independência do Brasil, bradado em 1822, pelo então Príncipe-Regente D. Pedro de Alcântara Bragança é mesmo um momento a se questionar sobre esta independência. O próprio D. Pedro, que teria enunciado às margens do Rio Ipiranga a versada frase de “Independência ou Morte” era ao mesmo tempo Príncipe Real do Reino Unido de Portugal do qual se pretendia independer.

Ocorre que talvez, e só talvez, esta tenha se tornado uma prática constante no “novo país independente”, a prática de que a nossa independência seja definida justamente por aqueles que nos oprimem.

É justamente num contexto em que a independência do Brasil, da forma como ela foi feita passa a ser questionada que se começa a fazer o Grito dos Excluídos. Há 17 anos esta manifestação ocorre em diversas capitais e cidades do interior do país. Sempre com temas referentes ao direito à vida, à terra, à dignidade, à justiça, dentre outros.

Autoritarismo: GM é indevidamente usada para barrar manifestação!

O Grito dos Excluídos abre a discussão sobre quem deve protagonizar a luta pelos direitos e a reposta não é de difícil resolução. Levantando este debate, o sistema capitalista, como um sistema de acúmulos por parte de uns e de falta para outros, um sistema baseado na desigualdade, no desemprego, no desrespeito ao que é ser humano é colocado em xeque.

Em Rio das Ostras, ouviram na Avenida Amazonas “de um povo heróico um brado retumbante”.  Um povo insatisfeito com a forma como esta cidade vem sendo conduzida. Onde as demandas da população são ignoradas dando-lhes algumas migalhas e favores em troca de outros favores políticos.

Mas a cidade dos favores agora gritou por direitos. Sob o tema “Queremos direitos, não Favores”, o Grito dos Excluídos de 2011 conseguiu demonstrar aos governantes que existem nesta cidade pessoas e coletivos críticos que não aceitam mais as ladainhas do governo municipal e exigem seus direitos.

Foi uma bonita Manifestação com uma extensa pauta de reivindicações:

Contra o Assédio Moral aos profissionais do Município como ao Professor Gilberlan que por posicionar-se a favor do Grito sofreu represália da prefeitura e perdeu sua cessão de Macaé;

Por melhores condições de Trabalho e estudo em todas as áreas em que faltam materiais de trabalho;

Pela participação das categorias na elaboração de seus PCCVs, já que o Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos dos Profissionais da Educação foi aprovado à toque de caixa sem ampla discussão com este segmentos que já havia discutido e elaborado um plano alternativo (que foi totalmente ignorado pelos poderes públicos);

Mentiras e autoelogio: faixa colocada pela produção do desfile. Professores indignados!

Reelaboração do PCCV dos Profissionais da Educação desta vez com a categoria;

Pelo Passe-Livre para todo estudante, desde a Educação Infantil, passando pelo Ensino Fundamental e Médio até o Ensino Superior;

Pelo direito de ir e vir já que o trânsito nesta cidade é caótico e os meios de transporte coletivo não dão vazão ao fluxo de pessoas;

Pelo direito à vida com Segurança, já que os números oficiais não se relacionam ao que ocorre concretamente na cidade: assaltos, estupros, e mortes no trânsito quase que diariamente, lembrando sempre a aluna da UFF Maria Clenilda que morreu atropelada pela conivência da prefeitura que não atendeu os apelos de ligar o semáforo;

Pelo direito à uma imprensa “Independente” visto que a imprensa local é totalmente vendida aos mandatários do poder e inventa uma cidade perfeita que nós, que vivemos nela, sabemos não existir;

Pelo direito à livre expressão: Já que os nossos direitos básicos como o de livre expressão foi cerceado pela ordem que fez com que a Guarda Municipal fizesse uma corrente para tentar isolar-nos do desfile;

O cordão de isolamento que os guardas municipais (trabalhadores como os que se manifestavam) fizeram não segurou a euforia da população em redor que soltava um verdadeiro grito de independência: “Deixa passar!, deixa passar!, deixa passar!”. O prefeito, sem ter como conter a manifestação popular de apoio desceu do palanque e, repetindo a cômica fuga da família real para o Brasil, FUGIU dando o desfile por encerrado (mesmo com grupos ainda para desfilar).

Ficou claro que esta atitude do prefeito demonstrou mais uma vez a falta de democracia vigente na sociedade. Ele poderia simplesmente ter deixado que a manifestação passasse, ter ouvido o que tínhamos a dizer e prosseguir com o desfile. Mas a simples suposição de que o seu castelo de cartas fosse desmontado e que sua propaganda fosse desmascarada fez com que o arbitrário ignorasse a manifestação e os próximos a desfilar.

Por toda a cidade os boatos do grito ecoavam e ainda ecoam. Os jornais, que tem total vínculo monetário com o governo já se posicionaram contrários a nossa manifestação, sem sequer procurar entendê-la Mas isso não novidade afinal “A dor da gente não sai no jornal”.  Mas o povo, e é este que importa, em todos os lugares vem nos apoiar e aplaudir. Muitos estão dispostos a engrossar nossas fileiras e construir esta luta com a gente e são todos muito bem vindos! Afinal este foi só o primeiro de muitos gritos!

Este foi só o primeiro passo. Agora a organização é fundamental. Já temos uma reunião marcada para decidirmos quais serão os próximos passos desta nossa empreitada. Todos aqueles que querem se movimentar estão convidados. Juntos somos fortes!

Jonathan Mendonça é professor, poeta, sambista e militante do Luta Educadora e do PSOL Serramar RJ.

 

VEJA O VÍDEO DO ATO!

 

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Ocupação da reitoria da UFF


Todo apoio a luta em defesa da educação pública, nas suas mais diversas formas e manisfestações. Aos estudantes da UFF e de todas as reitorias, neste momento, ocupadas: as nossas congratulações, força e solidariedade.

Debate ressalta papel político do professor

(Jornal da Adufrj - 718 - 29/08/2011 Seg, 29 de Agosto de 2011 14:41)

“Só a luta pode garantir vitórias para a Educação”. Com essa frase, a professora Wiria Cabral*, da diretoria do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do estado do Rio de Janeiro (SEPE-RJ), sintetizou o debate “Formação e Ação Política do Professor”, realizado no Salão Azul do Instituto de Biologia, na noite de 24 de agosto. O evento fez parte da paralisação de 24 horas, deliberada pela Assembleia Geral da Adufrj-SSind, e foi especialmente dirigida aos licenciandos do Centro de Ciências da Saúde.

Wiria observou que os vários governos (federal, estaduais e municipais) investem muito pouco no setor educacional. Pior: ainda utilizam o dinheiro público em favor das empresas, como as fundações que vendem pacotes pedagógicos prontos, distantes da realidade das escolas e dos alunos. Para ela, é urgente que o Brasil aplique 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em Educação, uma das reivindicações históricas das entidades da área. O maior investimento vinculado ao PIB (hoje, o país não gasta nem 3% no setor) foi um dos grandes temas da Marcha Unificada em Brasília, na mesma data do debate (veja mais em matéria na página 4).

A partir daí, a professora destacou o processo de construção da greve da rede estadual de ensino, iniciada em 7 de junho e encerrada em 12 de agosto. Wiria lembrou que o movimento, embora estivesse sendo preparado desde o início do ano, só foi deflagrado no auge da greve dos bombeiros: “Naquele momento, o governo estava fragilizado por ter chamado os bombeiros de ‘vândalos’ e depois recuou”, disse.

A pauta da greve dos profissionais da Educação do estado reivindicava melhores condições de trabalho, 26% de aumento (após três anos sem reajuste algum), incorporação imediata da gratificação produtivista “Nova Escola” (implantada no governo Garotinho) e um plano de carreira para os funcionários, cujos cargos estavam praticamente sendo extintos pela terceirização, como porteiros e merendeiras.

Ao fim da greve, o plano dos funcionários foi conquistado, a incorporação do “Nova Escola” foi antecipada para 2013 (o governo só queria fazê-lo em 2015) e houve abono dos dias parados, além de um reajuste linear para toda a categoria, inclusive os aposentados, de 5%: “Rompemos com a lógica da produtividade”, explicou Wiria, em referência ao maior ganho, político, do movimento.

Claro que foi um embate difícil. Houve certo ponto da greve que o governo atacou judicialmente o movimento, com ameaça de corte dos dias parados: “Mas a categoria bancou a greve e até ampliou a participação no acampamento em frente à Seeduc (Secretaria Estadual de Educação, no Centro do Rio)”, disse Wiria, que também fez referência ao apoio maciço da população.

“Não há projeto de Estado que garanta a Educação. Pelo contrário, eles querem investir menos, entregar para fundações... Todo o movimento do Estado é para acabar com o bem público”, observou a dirigente sindical. Segundo ela, o enfrentamento dessa política, inclusive com greve, se necessária, faz parte de uma responsabilidade com a profissão: “Por isso, precisamos formar os companheiros das licenciaturas para essa luta. A luta educa e nos faz crescer”, alertou, dirigindo-se especialmente aos licenciandos presentes ao debate. “Essa é a nossa tarefa e a unidade é fundamental”, completou, em referência à existência do Fórum Estadual em Defesa da Escola Pública (http://www.adufrj.org.br/fedep/).

O papel do intelectual
Glória de Melo, do Colégio Pedro II, deu destaque, em seu discurso, ao professor como agente político. E lembrou que o objetivo final da classe trabalhadora deve ser a superação do capitalismo: “Não adianta humanizar o capitalismo”, disse. Também recuperou falas do sociólogo Florestan Fernandes (1920-1995) e do cientista político italiano Antonio Gramsci (1891-1937) para ilustrar sua exposição: “Como dizia Gramsci, o Estado não vai prover educação popular. O Estado está a serviço do capital”, afirmou. Em seguida, citou Florestan: “O rigor científico não se contrapõe à intervenção atuante na realidade. Não há marginalização do intelectual enquanto intelectual. Mas do intelectual que toma posição”.

Em seguida, a professora do CPII passou a falar da greve em sua instituição, vinculada ao Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica), desde o dia 10 de agosto. As principais reivindicações são: mais concursos públicos; reajuste emergencial de 14,77% e contra o projeto de lei 549 (de congelamento dos salários do funcionalismo federal).

“Todo ano, iniciamos (turmas) sem vários professores; os substitutos vêm depois. E quando queremos fazer um doutorado, só sem licença ou com uma meia-licença”, criticou. Glória elenca entre as principais dificuldades da atual mobilização o receio de alguns recém-contratados em aderir ao movimento, no período de estágio probatório, e o “esfriamento” de alguns sindicalistas desde o governo Lula da Silva: “Isso nos têm impedido de alcançar 100% de adesão, mas temos 70%. E vamos chegar aos 100%”, afirmou a professora.

A palestrante classificou como a novidade desta greve a adesão de alguns colégios militares: “Os professores civis desses colégios estão aderindo à greve, sofrendo punições dos coronéis. Professores e alunos, no Pará e em Minas Gerais, estão acampando em frente aos colégios. Isso é construção de educador. A greve é uma atividade pedagógica”, concluiu.

Mediadora cita a negociação entre Andes-SN e governo
A professora Cláudia Piccinini, da Faculdade de Educação da UFRJ, fez a mediação do debate.
Para ela, na questão salarial, a mobilização da categoria é mais intensa em universidades novas e de menor tamanho. Nas instituições maiores e mais antigas, o que preocupa a categoria é a perda de direitos, especialmente no que diz respeito à carreira: “Como estudantes-trabalhadores, vocês têm que construir uma agenda de luta unificada, pois o capital se organiza muito bem. Têm que levar esse debate para as escolas. O trabalho intelectual é o da crítica”, afirmou, voltando-se para os licenciandos.
*Wiria Alcântara Cabral é ativista da Luta Educadora e participa da mesa no debate na UFRJ, em 24 de agosto, dia de paralisação em nome da campanha salarial e 10% do PIB

domingo, 4 de setembro de 2011

Rede Municipal do Rio vai lotar a Cinelândia, 3a feira


O que saiu publicado no diário oficial, com o objetivo de "esclarecer" os servidores quanto a PL 1005 é somente mais uma tentativa de desmobilizar a categoria pois, sem mentir, oculta a verdade.

Não se deixem enganar!
Até 3a feira!!!!!

Vídeo protesto contra o Ziraldo

Vídeo produzido pelos alunos em Greve das Escolas Federais.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

AMANHÃ, 14h na CÂMARA DE VEREADORES, RIO



Mesmo sem paralisação amanhã, precisamos nos organizar nas escolas e ir para a câmara de vereadores e lotar, como hoje, as galerias!
Leia mais:

http://www.seperj.org.br/ver_noticia.php?cod_noticia=2451

Assembleia depois do ato, no SEPE.

Investimento Público em Educação


Vídeo com o Prof. José Marcelino Rezende Pinto.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

CPII EM LUTO E NA LUTA PELA EDUCAÇÃO!

 

Carta aberta aos pais de alunos do ‘Pedrinho’

Senhor responsável,

Quais motivos o levaram a colocar seu filho no CPII? Esta pergunta é fundamental para dar início ao que precisamos dizer nesta carta. Certamente, em sua resposta, a qualidade de ensino oferecida deve ser um, se não o principal, desses motivos. Entretanto, é justamente esta qualidade que vem sendo fortemente ameaçada. Como?

Vários são os problemas, mas neste momento queremos trazer ao seu conhecimento aquele que mais nos mobiliza: a carência de professores efetivos e de servidores técnico-administrativos. Isto se deve à realização de concursos com poucas vagas e ao atual projeto de expansão do colégio, sem a criação de novos cargos de servidores.

Explicando melhor: os concursos realizados ultimamente apenas suprem parte das vagas resultantes das aposentadorias que vêm ocorrendo. Continuamos praticamente com o mesmo quantitativo servidores de 20 anos atrás, apesar da criação de quatro novas Unidades nos últimos anos e da previsão de implantação de uma Unidade voltada para a educação infantil, já no ano letivo de 2012. Ou seja, a escola vem crescendo sem que o número de servidores efetivos aumente.

Quando uma unidade de ensino é criada, é preciso que o governo crie, através de atos oficiais, novos cargos efetivos (preenchidos através de concursos públicos), para que a escola receba, além de prédio, mesas e cadeiras, um número suficiente de servidores que a componham. No entanto, isso não tem acontecido assim. O Colégio vem preenchendo essas novas funções com contratos temporários e por meio de remanejamento de servidores efetivos das unidades existentes para as novas.

Ao recebermos profissionais temporários, a carência imediata será suprida, mas a continuidade do projeto político-pedagógico fica comprometida. A condição de um contrato temporário, independentemente da qualificação do profissional contratado, traz para o trabalho pedagógico consequências que afetam a qualidade de ensino. A descontinuidade do trabalho provocada pela alta rotatividade dos servidores, que a cada um ou dois anos têm seus contratos encerrados em qualquer época do ano letivo, afeta diretamente nossos alunos.

Além disso, a falta de mais profissionais efetivos na escola compromete demasiadamente o atendimento às crianças, especialmente aquelas com dificuldades de aprendizagem e com necessidades específicas. Projetos como o Laboratório de Aprendizagem, a Sala de Recursos, e até mesmo a Recuperação, vêm funcionando precariamente.

O número reduzido de professores também dificulta a concretização de propostas pedagógicas igualmente importantes para a aprendizagem, como as que devem ocorrer nas Salas de Leitura e nas atividades extra-classe. Da mesma forma, ocorre a impossibilidade de cobrir faltas eventuais (por doenças, licenças, etc), o que, na prática, faz com que os alunos fiquem com um maior número de “tempos vagos”, isto é, sendo acompanhados somente pelo pessoal técnico-administrativo em horário de aula ou ainda tendo o período de permanência na escola reduzido. Além disso, a insuficiência de servidores técnico-administrativos, como inspetores de alunos, só faz agravar a situação.

Cabe esclarecer que não somos contra a abertura de novas vagas para alunos no CP II. Contudo nos preocupa sobremaneira a ausência de perspectivas consistentes para que a expansão caminhe junto com a manutenção da nossa tradicional qualidade de ensino.

Por fim, não poderíamos deixar de mencionar que a falta de política para reposição salarial do funcionalismo público, os atuais cortes no orçamento do governo federal – com a possibilidade de congelamento de salários e outros gastos com a educação pública – certamente desestimularão a entrada e a permanência de bons profissionais de educação em nossa escola.

Assim, nossa luta é por:

· Abertura de concurso público e criação de novos cargos para docentes e técnicos já;

· Destinação de 10% do PIB para a Educação Pública;

· Reajuste salarial de 14,77% e definição de data-base para os reajustes anuais;

· Reestruturação urgente da carreira de docentes e técnicos.

Servidores das Unidades I em greve

CPII/agosto de 2011

Emocionante!!!! Quase um milhão de pessoas pela educação pública no Chile - 21/08/2011

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A centralidade pedagógica da greve dos trabalhadores da educação

 

Regis Argüelles da Costa

Dois dos principais argumentos reproduzidos com o intuito de justificar a não adesão ao movimento grevista dos trabalhadores da educação são: (1) a descrença da greve enquanto instrumento de luta, e (2) o prejuízo que a greve causa no direito à escola de alunos e pais. Em geral, tais justificativas aparecem associadas ao desejo de aparecimento de um “novo” tipo de luta, capaz de superar o impacto e prejuízos causados pela greve. O objetivo desse texto é dialogar com esses argumentos, reafirmando a ação grevista como central no atual momento histórico da educação pública brasileira.

Em primeiro lugar, nunca é demais ressaltar que a greve é um instrumento internacionalmente reconhecido como legítimo, cujo direito é garantido na Constituição de 1988, que no seu artigo 9º define que “é assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que devam por meio dele defender”. Além disso, temos vivenciado diversos exemplos que comprovam que somente a deflagração da greve consegue alavancar conquistas reais para os trabalhadores da educação. Podemos citar, nesse sentido, a greve dos profissionais de educação do município de Duque de Caxias, deflagrada em maio último, que arrancou a reposição da inflação e a incorporação de 25% das gratificações ao salário, diante de um quadro inicial de reajuste zero oferecido pelo governo. Esta paralisação comprometeu 10 dias letivos e contou com a adesão acima de 90%. Da mesma forma, a heróica greve dos trabalhadores da educação do Estado do Rio de Janeiro, que durou exatos 67 dias, conquistando o reajuste de 5%, o descongelamento do Plano de Carreira, e antecipação da incorporação do Nova Escola. Durante essa greve foram organizados diversos atos no centro da cidade do Rio de Janeiro, que chamaram a atenção da população e da grande mídia para a situação extrema que vive hoje a educação pública, além de a categoria manter-se acampada em frente à SEEDUC por um mês.

O movimento de greves na educação é nacional, tendo atingido todas as esferas e níveis da rede pública de ensino. Recentemente, temos notícias de greves nas redes estaduais de Santa Catarina, Minas Gerais e Rio Grande do Norte; na FAETEC; no Colégio Pedro II e CEFETs; dos funcionários da UFRJ e UFF. Está claro, portanto, que os profissionais da educação resolveram dar um basta aos baixos salários; às asfixiantes condições de trabalho; ao descaso histórico de governos que, cinicamente, sempre prometem, a cada ano eleitoral, dar a atenção devida à combalida educação pública.

Não devemos pensar, todavia, que o conjunto dos trabalhadores da educação pública tem por objetivo central cruzar os braços. Ao contrário, aqueles que se definem como trabalhadores da educação devem ter por horizonte trabalhar na função que alcançaram através de concurso público. Ao negar, durante uma greve, o seu próprio meio de subsistência, o trabalhador encontra-se no seu último recurso para ser ouvido pelo governo e sociedade, a fim de que seu trabalho diário seja encarado de forma digna. Ou seja, a luta por melhores salários e condições de trabalho não começa com a greve. Esta é, de fato, o ponto nevrálgico onde se acumulam o descaso do poder público, a recusa à negociação e a indignação dos profissionais de educação. Somos levados à greve, cujo fim último é o retorno ao trabalho educativo nas escolas em condições decentes para que se possa exercê-lo efetivamente.

A condição de último e radical recurso no contexto de lutas da educação faz com que os governos, obviamente, temam as greves e se armem contra elas. Nenhum outro instrumento de luta mostra-se mais danoso à imagem do poder constituído, já que a greve tira o governo de sua posição de conforto, ao possibilitar que trabalhadores apresentem ao conjunto da população a triste realidade de inúmeras escolas públicas. Nós, profissionais da educação, devemos ter consciência que temos ampla vantagem em relação ao governo quando somos impelidos a dialogar com o conjunto da sociedade sobre os problemas da educação. Apesar de contar com enormes recursos, e efetivamente utilizá-los para neutralizar o movimento organizado dos trabalhadores, o governo sabe que não pode maquiar para sempre as péssimas condições de trabalho, os arbítrios e desvios operados com o fundo público destinado à educação, e o descaso perante as legítimas demandas dos educadores.

Todos aqueles que possuem vivência diária na escola pública têm conhecimento daquela realidade mencionada acima: os baixos salários, que obrigam professores a trabalhar em várias escolas, em até três turnos, prejudicando a formulação e objetivação da complexa tarefa de ensino-aprendizagem; tal precariedade imposta pela condição salarial é mais grave quando se olha para o conjunto de funcionários de apoio, que recebem menos que o salário-mínimo para sustentarem suas famílias. As salas quentes e superlotadas de alunos, com demandas pedagógicas das mais diversas, dificultam o acompanhamento técnico do corpo docente; a falta de pessoal de apoio nas escolas sobrecarrega por demasia os trabalhadores, perfazendo um círculo vicioso de atendimento precário a alunos e comunidade escolar; as condições desumanas de trabalho a que são submetidas às cozinheiras, que estão literalmente morrendo durante o exercício da profissão. É praxe que os professores tirem do próprio bolso recursos para compra de materiais como giz, pilot, cola, fotocópias e até livros didáticos e paradidáticos; muitas escolas, ainda, apresentam graves problemas de espaço e estrutura. Também não é difícil encontrar escolas com falta de professor em diversas disciplinas.

As secretarias de educação buscam mascarar essas evidências através de medidas meramente paliativas, como a contratação de projetos pedagógicos que vêm e vão, ao sabor das trocas de poder público que ocorrem a cada eleição. Muitos desses projetos têm por objetivo transferir as verbas da educação para empresas de aliados políticos, deixando em segundo plano a superação das dificuldades de escolarização de crianças e jovens. Dentro de uma perspectiva histórica, podemos afirmar que a atuação do poder público em educação é marcada pelo descaso com as demandas da comunidade escolar, pela política do “menos pior”, pelo afrontamento da autonomia pedagógica de escolas e professores, pelo corte de direitos, pelo arrocho salarial e pelo desvio de verbas. Em suma, a atuação do governo nega, diariamente, a cidadania escolar a milhares de crianças e jovens, o que não é nada mais do que negar, de uma forma perversa, o direito à escola.

Somente o movimento organizado dos profissionais de educação é capaz de afrontar essas condições. E é nesse sentido que a greve torna-se, por via das circunstâncias, um instrumento central da atividade pedagógica dos educadores, pois permite que estes compreendam, entre si, os problemas comuns que afetam o dia-a-dia da categoria, bem como possibilita que pais e alunos percebam que a luta dos trabalhadores é um grito justo e necessário contra as péssimas condições de trabalho. Assim, a greve constitui-se em uma aula riquíssima de cidadania dentro de uma perspectiva crítica – o que, além do mais, é dever formativo da escola. Afinal, não podemos esquecer que os alunos da escola pública se tornarão trabalhadores e, por conta disso, devem aprender a importância de lutar por seus direitos dentro de uma sociedade que se quer radicalmente democrática.

Repostagem– Seminário esta semana!

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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

ATIVIDADE DE OCUPAÇÃO 24 de agosto (4ª feira)
Mesa de discussão
Formação e Ação Política do Professor
Convidadas: Profª Wiria Cabral – SEPE/Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ
Profª Glória de Melo - Colégio Pedro II

Mediadora:
Profª Cláudia Piccinini - Faculdade de Educação da UFRJ.
Local: CCS Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio de Janeiro
- Salão Azul
Horário: 18 às 20h

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Charge– eleições diretas

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                                                                                     NICO

domingo, 14 de agosto de 2011

Privatizado

Privatizaram sua vida, seu trabalho, sua hora de amar e seu direito de pensar.
É da empresa privada o seu passo em frente,
seu pão e seu salário. E agora não contente querem
privatizar o conhecimento, a sabedoria,
o pensamento, que só à humanidade pertence.
Bertolt Brecht

Música de retorno as aulas



Aos trabalhadores grevistas: uma música para estimular o debate no retorno da greve! Bom trabalho e até a próxima atividade!

PIRATA, PIRATARIA., PAPAGAIO DE PIRATA E PSICOPATIA




Daniel Chutorianscy - médico



O pirata agia geralmente encoberto por um país que queria destruir as riquezas de outro. A pirataria era um estado de guerra não oficial, usando a experiência, a violência, a crueldade, a estupidez, a voracidade de lucros e riquezas de espertos oficiais, já que, naqueles tempos, o tráfego e o tráfico se faziam através do grande Mar-Oceano.

As telas hollywoodianas lembram estas figuras: a espada afiada na cinta, a perna de pau, um tapa-olho no rosto, um bandó cobrindo os cabelos, os tradicionais papagaios de piratas e a bandeira da rapinagem que era hasteada na hora da tradicional abordagem, dois ossos cruzados e um osso de crânio significando a morte, botim e roubo de riquezas. Honrarias e títulos de nobreza patrocinavam a pirataria, mas sempre negavam esses fatos, uma espécie de “acordo de piratas”.

Saindo das telas de Hollywood, não por acaso o pirata e suas piratarias tornaram-se a grande metáfora do modelo capitalista: o capitão- piratão, atualmente capitaneado exatamente pelas elites norte-americanas, secundado por uma quantidade imensa de papagaios de pirata do resto do mundo(as elites locais) com suas riquezas, violências, polícias, leis feitas para sua proteção, com uma mídia-pirata amestradíssima. Há os papagaios maiores, com enorme prestígio, os papagaios de médio prestígio, os papagaios de pequeno prestigio, dependendo da riqueza a ser espoliada do país, mas que se articulam muito bem no Congresso Multinacional de Piratas e Piratarias. Afinal, lucro é lucro, botim é botim, em pequena, média ou grande escala.

O modelo capitalista é um pirata gigante que saqueia tudo: riquezas, pessoas, terras, justiça social, Saúde, Educação... Perguntamos: de que forma o pirata age?

Na Saúde,a doença torna-se objeto de lucro, as pessoas viram mercadorias, as indústrias multinacionais da doença ( laboratórios, empresas de planos de saúde (saúde?), que vão passo a passo pirateando o serviço público.O modelo capitalista necessita, como o pirata, da doença e da dor para sobreviver.

Na Educação, o piratão precisa desqualificar o ensino, tornar o aprendizado objeto de lucro e rapinagem, “ensinando” somente o que lhe interessa , através de uma visão formal, moralista, visando seus únicos e exclusivos interesses.Precisa da ignorância e da despolitização para sobreviver.

Na Agricultura, o grande lucro vem dos agrotóxicos que envenenam a população ( o Brasil é o maior consumidor mundial ( 5.2 Kg /ano deste veneno por habitante) , e das sementes transgênicas, os“piratas” que estão em todas as nossas mesas (legumes, frutas, cereais). Precisam envenar o meio- ambiente para sobreviver e ter cada vez mais lucro.

A falta de Justiça Social, o piratão-mor, aliena o trabalhador, obrigando-o a exercer somente um trabalho mecânico, gerando lucros sobre lucros, a tradicional “mais-mais valia”. Desse modo, usa a repressão, a polícia, as ameaças, o terrorismo.Precisa necessariamente do autoritarismo e da força bruta para sobreviver. Chega de piratagem com nossas vidas.

Como age o pirata e sua pirataria? Conhecido na psiquiatria, o psicopata é um indivíduo com uma espécie de “defeito”na sua personalidade, não sentindo a menor culpa dos seus atos. Violenta uma pessoa e, em seguida, vai tranqüilamente tomar um cafezinho, como se nada tivesse acontecido.

Psicopatas? Quem não os conhece?

O resultado final da equação é: a soma de P de pirataria mais P de psicopatia é igual- ao modelo capitalista.Cruel e perverso como pirata, a espada afiada da violência sempre empunhada, perna de pau, tapa-olho, cabeça coberta mostrando sua doença e psicopatia, a bandeira da morte com a caveira e os ossos do lucro e da rapinagem sempre hasteada no topo do mastro. Não esquecendo os papagaios de piratas que têm orgasmos com as piratarias do chefe-mor. E se as rapinagens não forem suficientes,declara-se uma guerra, usando o papagaio midiático bem amarrado no seu poleiro, repetindo sem parar o que interessa ao piratão.



O principio básico do Direito é a vida, a Medicina trata das doenças; a Saúde provém da Justiça Social. A ciência e os movimentos sociais mudaram o mundo e continuam mudando até hoje, e cada vez mais por fome e miséria. O contraponto à crueldade da pirataria, à violência, ao autoritarismo, à barbárie é a luta de classes que prega a transformação social.

Basta de piratas, piratarias, papagaios de piratas, psicopatias, modelo capitalista... Vamos amarrá-los bem amarrados e jogá-los do trampolim no fundo do mar, como nos filmes. O máximo que podemos suportar em matéria de pirata são os brinquedinhos para crianças, fantasias de carnaval, filmes de Hollywood bem coloridos e movimentados, com um final feliz, excluindo naturalmente os piratas e sua tripulação que vão ser castigados e ter um triste fim. A perversão da pirataria e do capitalismo não é invencível. A tarefa é árdua, mas tudo tem um começo, um apogeu, um final. E, de crise em crise, o capitalismo vai afundando e a nossa tarefa é afundar também definitivamente a doença, a dor, o preconceito e fazermos juntos florescer a Justiça Social com P de política, P de pessoa, exercendo a cidadania e o direito à vez, à voz, à vida.



Daniel Chutorianscy médico

Desbancando a Globo, desmentindo a farsa da "marginalização" dos marginalizados

http://www.youtube.com/watch?v=HI1YSPHVeIA&feature=player_detailpage

sábado, 13 de agosto de 2011

Um belo documentário sobre o Acampamento da Educação

Informe do DIA: Confortável maioria de Cabral na Alerj sofre abalo

O DIA - O DIÁrio Oficial do Governo Sérgio Cabral, contabilizando os abalos e mapeando os dissidentes

Rio - A confortável maioria de Sérgio Cabral na Assembleia Legislativa sofreu um abalo nesta semana. O terremoto começou no PMDB: quatro, dos 12 deputados do partido, não apareceram para votar o aumento dos professores.
Os parlamentares queriam que pelo menos um deles tivesse sido convidado para comandar uma secretaria no governo. Como a nomeação não saiu, deram uma cutucada em Cabral. Os problemas não param por aí: dos 11 deputados do PDT, dois não foram ao plenário e três votaram em propostas que contrariavam o Palácio Guanabara.
Bronca do PT

Dos seis petistas, dois não foram votar e quatro apoiaram o aumento de 26%, condenado pelo governo. Os deputados cobram a criação de uma Subsecretaria da Mulher na Secretaria de Assistência Social, comandada por Rodrigo Neves (PT).
Mais infiéis

O PSC, que tem uma secretaria no governo, também entrou na onda. De seus três votos, dois ficaram com a oposição. No fim das contas, a debandada não foi suficiente para derrotar Cabral, mas deixou muita gente assustada.

É o fim da greve? .... ou o início da luta?!

Marco Lamarão


A luta em que nos empenhamos teve ontem o desfecho de um episódio.  Muitos foram os entreveros, as divergências, muitos foram os erros, ora planejados, ora propositais. Muitos foram os cansaços e abatimentos e muitas também foram as vitórias. Sim, ademais toda a frustração que possamos sentir ao fim de tão laboriosa luta, devemos reconhecer algumas coisas e a primeira e mais evidente é esta: que somos vitoriosos!
Nestes dois meses de intensas lutas, empenhamos as nossas almas e corações em direção a um objetivo grandioso, que era a defesa da escola pública e, neste ano de PNE, podemos dizer que demonstramos ser possível através da luta a conquista de vitórias, mesmo que as mais básicas, mesmo que as mais antigas, ambas que não seriam vitórias não fosse o nosso suor. Neste ano de PNE, saímos da greve estadual com conquistas e, ao fim de nossa greve, assistimos o brotar da greve nas federais, os técnico administrativos das universidades federais ganharam novos aliados, agora CP II, as IFE´s e CEFET´s e algumas univ. federais já constroem, neste instante, seus movimentos grevistas. Estimamos que eles logrem os mesmos ou maiores êxitos que nós, educadores do estado do RJ, obtivemos.
Ademais as diversas conquistas de ordem econômica, dentre estas algumas como: o abono dos dias paralisados, o reajuste e o adiantamento das parcelas, o enquadramento dos profissionais 40 horas, o não fechamento das escolas noturnas, o descongelamento do plano de cargos e salários para os funcionários técnicos administrativos e todos estes ganhos garantidos também aos nossos bravios aposentados, tivemos conquistas das mais expressivas e estas se guardam no âmbito da política.
Antes que, de novo, acusem-nos de um debate que não fazemos (que é o antagonismo do velho com o novo) cabe uma ressalva. No materialismo histórico, corrente filosófica e política que nós, do luta educadora, nos filiamos, os termos de qualquer processo social não são vistos em sua dimensão antagônica, dualista e separada, mas sim de forma dialética e é neste sentido que reivindicamos a “novidade” desta greve, que na verdade não tem muito de novo mas, usando –me de Caetano busco me tornar mais claro:
“... E aquilo que nesse momento se revelará aos povos
Surpreenderá a todos, não por ser exótico
Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto
Quando terá sido o óbvio ...”
E o óbvio deste processo é a eficiência da luta e a importância da unidade, na prática, real e concreta, dos setores combativos. É a importância da luta como forma de garantia de direitos e de modificação da correlação de forças, mas também o efeito desta luta em cada um de nós - militantes - que aprendemos a sermos maiores ao superarmos o “eu” e praticarmos o “nós”. Esta é a grande novidade desta greve, a obviedade de que a luta de classes se faz cotidiana e diariamente, obviedade não da assertiva, mas do contexto histórico, onde virou moda a tão propalada inviabilidade das alternativas coletivas ao capitalismo.
Saímos da greve com um sindicato mais forte, mais representativo, mais respeitado, mais aguerrido que tem como tarefa agora implementar para dentro de si esta dinâmica: a dinâmica da construção sindical como fundamental para a luta de classes, os sindicatos tem um papel histórico definido a cumprir e  é muito maledicente  para a própria luta de classes a inversão dos termos, onde o sindicato ao invés de sindicato, serve de extensão de organização “a”, “b” ou “c”. Vejam bem, não estamos aqui acusando aquela ou esta organização, nem nos filiando a um discurso  antipartidário mas nos contrapondo a uma cultura política oriunda de um contexto histórico de refreamento dos movimentos sociais, cultura política esta que nós, como socialistas, devemos criticar e superar sob o risco de, se não o fizermos, não passarmos de um factóide com morte próxima.  Novos e antigos, vermelhos ou rubro – negros, mulheres e homens da educação estamos de parabéns e cientes de que a unidade de setores tão heterogêneos é que nos dá a  força e a dimensão que hoje alcançamos.
Sabemos, para além disso, que nossa luta não terminou ao  fim da greve, ao contrário foi lá onde ela começou e  a tarefa agora é de levarmos as nossas escolas, visando não só os nossos colegas educadores, como nossos educandos, mas também a comunidade local  (pais e familiares de alunos e usuários indiretos da escola). Nosso “cinturão de giz” ganhou nova localidade, ocupará as distintas escolas deste estado e servirá como base avançada para a próxima vindoura luta. É tarefa de cada militante grevista, então:
  1. Reservar, dentre as suas aulas, um momento de debate do que foi essa greve e do que é esta luta, usando os jornais, os sites, os blogs, os vídeos, as atividades como referência para o debate, ressaltando a luta como instrumento de mudança da sociedade.
  2. Contactar os demais grevistas da unidade de ensino e estabelecer uma forma de contato permanente dentre estes (lista de email, comunidade em rede social, mural do sindicato na escola, caderno de recado sindical, etc.).
  3. Averiguar se todos os grevistas são filiados ao SEPE.
  4. Buscar formar um núcleo sindical na escola que mantenha contato com as atividades da categoria e com a agenda do sindicato e da regional ou núcleo municipal;.
  5. Promover uma campanha de filiação ao sindicato na escola.
  6. Buscar agendar encontros dentre os filiados do sindicato e outros profissionais da escola a fim de discutirem temas relacionados a escola e a comunidade.
  7.  Que o núcleo sindical intervenha no espaço escolar de forma mais organizada, sugerindo não só atividades extracurriculares, como também interferindo nos projetos, sejam políticos, sejam pedagógicos inerentes a este espaço.
Este processo é apenas um rascunho que deve ser melhorado e adendado, mas isso tudo só nos indica que ao sindicato central cabe a tarefa de construir aquilo que é a maior realização de um sindicato da educação que é formar os seus educadores para a luta e potencializar a luta de classes. O que para nós do luta educadora significa, neste momento, a construção coletiva da Escola Sindical e Popular de Formação Política. 



quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Depoimento - Profa. Raquel Barreto (UERJ)

Depoimento - Marcelo Badaró (UFF)

Depoimento - Profa. Ana Maria Monteiro (UFRJ)

Depoimento - Prof. Demerval Saviani (UNICAMP)

URGENTE: Alerj faz sessão especial amanhã (11/08) às 12h para votar emendas da educação

 




 

A Assembleia Legislativa (Alerj) realiza amanhã às 12h sessão extraordinária para votar as emendas da educação, incluindo as emendas propostas pelo Sepe, que, entre outras, propõe o reajuste de 26% contra os 3,5% da mensagem original enviada pelo governador Cabral. O Sepe convoca a categoria para se concentrar em frente à Alerj, às 10h, e depois acompanhar nas galerias a votação

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

UMA GRANDE ARMA CONTRA-HEGEMÔNICA CORRE O RISCO DO CONTROLE PSEUDO-ÉTICO DO ESTADO CAPITALISTA.


Cirurgia à Internet: Lei Azeredo
Brasil, Notícias — Por DESACATO.INFO em 4 August 2011 às 10:30 pm

Na semana que vem, o Congresso poderá votar um projeto de lei que restringiria radicalmente a liberdade da internet no Brasil, criminalizando atividades on-line cotidianas tais como compartilhar músicas e restringir práticas essenciais para blogs. Temos apenas seis dias para barrar a votação.

A pressão da opinião pública derrotou um ataque contra a liberdade da internet em 2009 e nós podemos fazer isso de novo! O projeto de lei tramita neste momento em três comissões da Câmara dos Deputados e esses políticos estão observando atentamente a reação da opinião pública nos dias que antecedem à grande votação. Agora é nossa chance de lançar um protesto nacional e forçá-los a proteger as liberdades da internet.

O Brasil tem mais de 75 milhões de internautas e se nos unirmos nossas vozes poderão ser ensurdecedoras. Envie uma mensagem agora mesmo às lideranças das comissões de Constituição e Justiça, Ciência e Tecnologia e Segurança Pública e depois divulgue a campanha entre seus amigos e familiares em todo o Brasil..."

FONTE: http://desacato.info/2011/08/cirurgia-a-internet-lei-azeredo/

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Depoimento–Gaudêncio Frigotto

Depoimento do Prof. da UERJ Gaudêncio Frigotto

Sem perder la ternura 2

MÃOS DADAS (Carlos Drummond de Andrade)

Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.
Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.
O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes, a vida presente.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

“Quanto mais a gente luta mais a luta nos educa”


                                                                          
Adoro e adoto essa frase e...
 Foi durante o governo Médici que Che Guevara veio parar na minha vida. Por acaso, a menina moradora do setor militar de Brasília encontrou uma publicação que falava desse homem, de sua luta e sua morte- esse cara existiu?- também quero ser cidadã do mundo!
Meio sem saber, um caminho começava a ser trilhado. Anos mais tarde, em uma universidade federal das Minas Gerais, em pleno domingo, um grupo de meninos se reunia para discutir o papel da mulher em uma nova sociedade a ser construída- esses meninos- homens existem?- quero ser essa mulher dessa nova sociedade! Eu estava definitivamente conquistada, já havia escolhido o meu caminho- o da LUTA!
O movimento estudantil da década de setenta não preparou, exatamente, a nova mulher mas, um ser humano melhor, comprometido com a vida e suas causas. Aprendi com a luta a não ser engessada pelo medo mesmo correndo da polícia, prestando esclarecimentos à coordenadorias governamentais por criticar projetos pseudo-sociais ou ficando trancada em diretórios estudantis com outros companheiros para não sermos presos. Aprendi a não ter dono  e sim, companheiro, fugindo, literalmente, de relações machistas.
A luta permitiu um olhar generoso sobre o mundo na criação de uma filha que é grande companheira de aventuras!
Hoje, quando entro nas assembléias, participo de uma passeata ou recolho assinaturas no acampamento,  tenho de novo dezoito,vinte anos,estou em casa, estou entre os meus e continuo lutando,contra uma outra forma de opressão, de desigualdade e continuo aprendendo com a luta. 
                                        Noemia Casanovas

Veja a proposta de regimento do Sepe para eleição de diretores das escolas estaduais

 

Publicamos abaixo uma proposta de regimento visando a organização das eleições para a direção das escolas estaduais. Este indicativo de proposta de regimento deve ser discutido pela categoria para ser votado na próxima assembleia da rede estadual, no dia 9 de agosto (terça-feira), às 14h, nas escadarias da Alerj:

Sobre as eleições para as direções de todas as unidades de ensino mantidas pelo governo do Estado do Rio de Janeiro:
I – Calendário:
1- As eleições serão realizadas em todas as unidades de ensino da rede estadual de Educação do Rio de Janeiro na primeira quinzena de novembro de 2011;
2 – As escolas menores poderão realizar as eleições em um único dia e, as maiores, em até três dias, de acordo com a deliberação da assembleia eleitoral;
II – Critérios:
1 – O processo eleitoral será coordenado por comissão eleitoral composta de até cinco membros da comunidade escolar eleitos em assembleia convocada para esse fim;
2 – A comissão eleitoral abrirá o processo, acompanhará, solucionará dúvidas e proclamará o resultado final das eleições. Os membros da comissão eleitoral não poderão fazer parte de chapas;
3 – O processo eleitoral propiciará campanhas eleitorais em que os projetos político-pedagógicos serão debatidos pelos candidatos;
4 – Para se votada, a chapa deverá ser completa, composta de diretor geral e adjunto;
5 – Poderão concorrer aos cargos de diretor geral e adjunto o profissional de educação com mais de dois anos efetivos na rede e mais de dois anos em exercício na unidade de ensino;
6 – O prazo de gestão será de dois anos, podendo haver mais uma recondução;
7 – Serão instaladas duas urnas. Uma na qual serão depositados os votos de alunos e responsáveis e outra, onde serão depositados os votos de funcionários administrativos e professores;
8 – Votarão os alunos com idade a partir de oito anos ou que estejam na 3ª série do primeiro segmento. Os menores de oito anos serão representados por um de seus responsáveis, anteriormente cadastrados;
9 – O voto será  universal, ou seja, terá o mesmo peso para todos os segmentos;
10 – Proclamado o resultado, a comissão eleitoral solicitará à direção da unidade de ensino ainda em exercício, que oficializa à Secretaria Estadual de Educação os nomes da nova direção a fim de que sejam nomeados;
11 – A direção eleita administrará a unidade de ensino com um Conselho Comunitário, composto por representantes de todos os segmentos da unidade de ensino, eleitos em assembleia convocada para isso, com o objetivo de acompanhar o nível pedagógico e supervisionar o movimento financeiro e administrativo da unidade de ensino.

Após reunião na Alerj, projeto de reajuste a professores terá emendas

Professores da rede estadual decidiram manter greve nesta quarta-feira (3).
Eles fizeram uma passeata e se concentraram em frente à Alerj.

Carolina Lauriano Do G1 RJ

 

Professores e bombeiros protestam na Alerj (Foto: Carolina Lauriano/G1)Professores e bombeiros protestaram na Alerj acompanhados por policiais (Foto: Carolina Lauriano/G1)

Após passeata e um ato no Centro do Rio, a comissão do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) foi recebida por deputados e pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Paulo Melo, na tarde desta quarta-feira (3). A reunião resultou em um avanço para a categoria. Segundo o Sepe, o presidente da casa autorizou o acrécimo de emendas no projeto de lei que a Secretaria de Educação enviou à Alerj na segunda-feira (1º), no qual propôs um aumento de 3,5% para os professores.

Ainda de acordo com o Sepe, dessa forma, na quinta-feira (4) as duas mensagens enviadas pela secretaria entrarão em votação, como já agendado, mas em seguida sairão de pauta para receber emendas. Os profissionais das escolas estaduais do Rio de Janeiro, parados há 58 dias, decidiram manter a greve da categoria após assembleia realizada nesta quarta-feira (3) na Fundição Progresso, no Centro do Rio.

"Amanhã vamos visitar os gabinetes de cada deputado, para apresentar as nossas propostas", disse o coordenador-geral do Sepe, Danilo Serafim.

Mais cedo, os profissionais da rede estadual de educação fizeram uma passeata e se concentraram em frente à Alerj, onde já se encontrava um grupo de bombeiros que também protestava por reajuste salarial. Nesta quarta-feira, faz dois meses da invasão ao quartel central em protesto por melhores salários.

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Alguns professores estavam vestidos simbolizando a morte e encenaram um campo de morte. Uma grande faixa foi estendida na escadaria da Alerj, onde estava escrito SOS Educação. Um grupo de professores segue acampado na Rua da Ajuda, no Centro da Cidade.

Protesto professores (Foto: Carolina Lauriano/G1)Professores encenam um campo de morte em protesto no Centro do Rio (Foto: Carolina Lauriano/G1)

faixa protesto (Foto: Carolina Lauriano/G1)Faixa SOS Educação instalada na escadaria da Alerj
(Foto: Carolina Lauriano/G1)

Na segunda-feira (1º) o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia, havia informado o reajuste de 3,5% a partir de setembro - valor distante dos 26% que a classe reivindicava. Ele informou também que a partir de segunda-feira quem permanecer em greve será descontado no salário.

Bombeiros

De acordo com Vera Nepamuceno, diretora do Sepe, o protesto foi combinado entre professores e bombeiros. Os militares cantaram hinos e gritos como "o bombeiro voltou". "Eles foram criminalizados pelo movimento deles, isso é um absurdo", disse ela.

Dois meses apos a invasão do quartel, bombeiros afirmam que o governo ainda não os recebeu.

Bombeiros em protesto (Foto: Carolina Lauriano/G1)Bombeiros em protesto junto com professores
(Foto: Carolina Lauriano/G1)

Segundo a diretora do Sepe, 50% dos professores do estado estão em greve. "Estamos em greve ainda, o governador ofereceu uma proposta vergonhosa de 3,5%. Não vamos aceitar 3,5%. Queremos parar a greve, mas não vamos recuar".

Ela criticou a afirmação do governo de que apenas 1% dos profissionais de educação estão em greve. "Ele disse que vai chamar quatro mil para substituir os grevistas. Como que é 1%?".

Nova Escola
Também faz parte do projeto de lei apresentado na tarde de segunda-feira pelo secretário à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) a antecipação em um ano da gratificação do Nova Escola para os professores da rede; o anúncio de um novo concurso para docentes, com 1.500 vagas em 2011 e 500 vagas em 2012; e também o descongelamento da carreira (aumento da variação entre os níveis de salários dos profissionais) para os servidores técnico-administrativos.

Wilson Risolia explicou que somando a antecipação do Nova Escola com o novo reajuste (que será feito em cima do salário já com a gratificação incorporada) o aumento real será de 13,02%. Os inativos estão incluídos nas novas medidas.

O reajuste anunciado significa um aumento de R$ 99,70 no salário base do profissional com 16 horas semanais, que passará de R$ 765,66 para R$ 865,36.

Além disso, o secretário disse que, dentro de 15 dias, 4.441 novos professores chegarão à rede estadual para suprir as atuais carências nas escolas.

professores acampados (Foto: Carolina Lauriano / G1)Grevistas classificaram o aumento como "deboche"
(Foto: Carolina Lauriano / G1)

'É um deboche', dizem professores
O grupo classificou como "deboche" o reajuste apresentado pelo governo.

"Acho muito legal ele (secretário) ter se mexido e dado um passo, mas isso é um deboche", definiu Roberto Simões, professor de educação física do Colégio estadual João Alfredo, em Vila Isabel, na Zona Norte da cidade. Com 27 anos na escola, o salário atual dele é de R$ 1.204,78. Alunos também protestam no local.

Professores da rede estadual do Rio decidem manter greve

 

O GLOBO

Plantão | Publicada em 03/08/2011 às 15h01m

Passeata dos professores no centro do Rio de Janeiro - Professores mantem a greve e saem em passeata pelas ruas do centro do Rio na tarde de hoje. FOTO /  Reginaldo Pimenta / Extra

RIO - Em greve a quase dois meses, os professores da rede estadual do Rio de Janeiro decidiram continuar a paralisação. A decisão foi tomada depois de uma assembleia realizada nesta quarta-feira na Fundição Progresso, Lapa. Os docentes reivindicam um reajuste emergencial de 26% e o descongelamento do plano de carreira dos funcionários administrativos. O Governo do Estado encaminhou na segunda-feira para a Assembleia Legislativa do Estado (Alerj) um projeto de lei com um reajuste salarial de 3,5% , que não foi aceito pela categoria.

TAMBÉM EM GREVE:Sem professores, CAp UFRJ não reinicia as aulas

Com as medidas do governo, um professor que ganha R$ 765,66 (16 horas semanais) passará a receber em setembro - com pagamento em outubro - salário de R$ 865,30. O reajuste de 3,5% será calculado em cima do salário já com o Nova Escola deste ano e do próximo, que será adiantado, incorporado. O Estado defende que a melhoria salarial chega a 13%.

Os professores estão nas escadarias da Alerj onde se encontraram com os bombeiros, que também fazem um ato na frente do Legislativo.

O secretário Risolia afirma que menos de 1% aderiu à paralisação e que, a partir desta segunda, os grevistas terão o ponto cortado. De acordo com o secretário, a partir do dia 6 começa a reposição das aulas perdidas:

Passeata dos professores no centro do Rio de Janeiro - Professores mantem a greve e saem em passeata pelas ruas do centro do Rio na tarde de hoje. FOTO /  Reginaldo Pimenta / Extra

- O professor (que faltar) terá seu ponto cortado e temos ações se for o caso para substitui-los - disse Risolia sobre a possibilidade de manutenção da greve.

Diferente de Risolia, o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe) afirma que cerca de 60% dos funcionários aderiram ao movimento e 70% das escolas da baixada Fluminense estão paralisadas. Na capital, a porcentagem é de 50%. No interior, são 30% das escolas que estão sem aula. Já a Secretaria da Educação fala em uma adesão de 1,5% dos 51 mil professores.