sábado, 11 de março de 2017

Tarcísio, estamos com você!

NOTA DE REPÚDIO A AÇÃO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA DO MPF CONTRA TARCÍSIO MOTTA, PSOL-RJ, SINDSCOPE, OSCAR HALAC E DEMAIS SERVIDORES DO COLÉGIO PEDRO II

O Ministério Público Federal entrou como uma ação de improbidade administrativa contra Tarcísio Motta (vereador no Rio de Janeiro pelo PSOL e professor no Colégio Pedro II), Oscar Halac (reitor do Colégio Pedro II) e mais 5 servidores do Colégio Pedro II, além do PSOL-RJ e o Sindscope (Sindicato dos servidores do Colégio Pedro II). Essa ação seria motivada pela denúncia da existência de um Núcleo do PSOL dentro do colégio e pela prática de propaganda político-partidária dentro da escola durante o período da campanha eleitoral de 2016 a favor de Marcelo Freixo e Tarcícsio Motta, além da ocupação indevida de parte do espaço do colégio pelo Sindscope.
Tais ações não condizem com a verdade, como já colocado em nota por Tarcísio Motta: não há Núcleo do PSOL fundado dentro da escola e não houve campanha partidária dentro dela no período eleitoral.
O que existe é a perseguição de companheiros de luta e de um partido que se coloca a favor das greves, ocupações e demais lutas dos trabalhadores. A direita brasileira não aceita ver a pluralidade de ideias se manifestar dentro de uma escola e como, já cantado em música popular, "narciso acha feio aquilo que não é espelho" querem fazer calar a voz dissonante daqueles que não se sujeitam a repetir o pensamento único que propagam. O MPF cumpre um papel nefasto ao tentar fazer calar as vozes dos lutadores sociais que, em tempos de crise, ousam falar contra a homofobia, o machismo, o assassinato de negros e negras na periferia assim como contra a agenda de retrocessos que os diversos governantes anunciam. E esta é a verdadeira preocupação desta ação.
Nós repudiamos esta ação do MPF e colocamos toda nossa solidariedade aos camaradas e instituições ameaçados por ela. Não nos calarão! Estaremos ombro a ombro na luta contra este ataque e os próximos que vierem!

Luta Educadora

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Educação na luta contra Carlos Augusto

Na dia de hoje, 09 de fevereiro de 2017, os professores da Escola Municipal Padre José Dilson Dórea foram informados que a partir de hoje estariam dispensados de trabalhar no mês de fevereiro, entretanto, não receberam nenhum documento que registrasse a dispensa. Se dirigiram então, à Secretaria  de Educação onde, junto com outros profissionais de outras escolas, exigiram uma reunião com a Secretária D. Maria Lima. A Secretária se negou a atender todos os servidores, atendendo apenas 4 representantes, junto com o Sub-Secretário André e Supervisora Rita.
Durante esta reunião, a Secretária tentou justificar os cortes nos direitos dos profissionais e o adiamento do início do ano letivo com a crise e o abandono em que se encontravam as escolas, bem como a falta de material de papelaria, pedagógico e de uso cotidiano nas escolas. Tentou também convencer os profissionais de que os sábados letivos seriam pagos em regime de escala de trabalho, entretanto ao ser questionada sobre os professores do primeiro segmento que iriam extrapolar em muito a carga horária, desconversou e pediu que o Sub-Secretário falasse.
Os profissionais então questionaram sobre o planejamento interno que deveria, pela lei, ser cumprido na escola e no caso de pagar esses dias posteriormente, não poderiam ter a Regência descontada, e o Sub-Secretário André respondeu que a situação atual não está prevista em lei, ou seja, não receberemos regência, por isso usaram "planejamento interno" e não "recesso escolar", disse também que seria oficializado no Jornal Oficial de amanhã, 10/02/17, a dispensa dos profissionais, isentando assim a prefeitura do pagamento da regência.
Não foram respondidos os questionamentos acerca do pagamento dos sábados letivos como manda a lei, com valor de 100% de horas extras. Sobre essa questão apenas foi dito que haveria uma resposta amanhã para um documento enviado pelo SindServ à Secretaria de Educação.
Ao final desta reunião os servidores que estavam na SEMEDE discutiram quais seriam as melhores medidas a se tomar a partir daqui. Coletivamente ficou decidido que as/os profissionais devem seguir até suas Unidades escolares amanhã e assinar o ponto dos dias trabalhados, bem como cumprir o horário de amanhã na parte da manhã e realizarmos uma manifestação na Prefeitura a partir das 13 horas de amanhã exigindo que o prefeito e o  Secretario de Administração respondam aos questionamentos da categoria.
Ficou decidido também que os servidores devem cumprir o horário de trabalho nas Unidades Escolares até a Assembleia de Segunda feira quando discutiremos novamente o que fazer.

CALENDÁRIO DE LUTAS:

SEXTA 10/02 - CUMPRIR HORÁRIO NAS UNIDADES ESCOLARES E ASSINAR O PONTO NA PARTE DA MANHÃ;
13H - MANIFESTAÇÃO EM FRENTE À PREFEITURA (levar instrumentos, apitos e afins)
SEGUNDA-FEIRA 13/02 - CUMPRIR O HORÁRIO NAS UNIDADES ESCOLARES E ASSINAR O PONTO
18H - ASSEMBLEIA DA REDE MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO NA SEDE DO SEPE (Alameda Casimiro de Abreu, 292, 3°andar, sala 8. Em cima da Loja Convicção)

sábado, 28 de janeiro de 2017

O QUE A POPULAÇÃO DO RIO PRECISA SABER SOBRE A PRIVATIZAÇÃO DA CEDAE

Por: Ary Girota

A CEDAE está sendo usada como moeda de troca entre o Governo Federal e o Governo Estadual. É a única empresa pública do Estado lucrativa. Entre os anos de 2011 a 2015, rendeu aos cofres públicos mais de R$ 1,35 bilhão (um bilhão e trezentos e cinquenta milhões de reais). Só em 2016, entregou dividendos ao governo estadual, seu principal acionista, no valor de R$ 68 milhões. Isso mesmo, sessenta e oito milhões de reais. Ora, então vejamos: como se justifica a entrega de um ativo, de uma empresa que durante 07 (sete) anos consecutivos tem lucro, se autofinancia, paga fornecedores, empresas terceirizadas e o salário de seus empregados? Uma empresa  que sempre socorreu os sucessivos governantes do Rio ao longo dos últimos 30 anos e que, em particular  nos anos de 2015 e 2016, a administração da empresa assumiu a finalização de obras importantes para realização dos "grandes eventos",  os Jogos Olímpicos de 2016, que trariam "legado" ao Rio. 

Tais compromissos que extrapolavam a nossa responsabilidade de prestar serviços de saneamento  nos foram impostos pelo governo Sérgio Cabral (preso na Operação Calicute) e Pezão sob a convivência de Picciani, todos não por acaso integrantes do PMDB de Temer, também citado nas delações. 

Como podemos ver, a CEDAE não pode ser parte de uma negociata nebulosa entre políticos cujos nomes tem aparecido várias vezes em delações, sugerindo que suas relações com empreiteiras envolvidas nos mais diversos escândalos de propina, além do mercado financeiro, extrapolam os interesses republicanos.  

Esses mesmos algozes,  em particular Picciani e Pezão, não aceitam discutir os mais de R$ 185 bilhões em renúncia fiscal, concedidos pelos governos Cabral/Pezão entre 2007 a 2015, com a conivência de outros Deputados da base do governo na ALERJ.

O Governo Federal atua como estelionatário, condicionando o socorro financeiro ao povo do Rio de Janeiro à entrega e privatização da CEDAE.  A  discussão da Dívida Pública Estadual com a União, questionada por técnicos da própria Fazenda como sendo uma das responsáveis pela crise, sequer entra na pauta de discussão.

Temos ainda que citar os mais de R$ 60 bilhões de reais da dívida ativa estadual, que poderiam ser oferecidos ao Governo Federal em troca do socorro econômico, passando ela mesma, a União,  a cobrar os grandes devedores do Estado.

O Rio de Janeiro segue sendo usado como laboratório para tentativa de  implementação de reformas no aparelho estatal que visam beneficiar o capital financeiro e as empreiteiras, agindo em conjunto as organizações midiáticas (Globo), que disseminam a falsa ideia de que o problema reside no tamanho do estado, no custo com servidores, quando na verdade o problema está na corrupção entranhada nos altos cargos da administração pública nos três poderes. Reside, ainda, na falta de transparência da administração pública e participação social nas decisões. Os desvios de finalidade estão aí: OSs envolvidas em desvios de medicamentos, contratos de prestação de serviços superfaturados sem controle ou fiscalização rigorosos.

A saúde pública em estado de calamidade, escolas sendo fechadas, delegacias dependendo de doações da sociedade, bombeiros e policiais sem EPIs e sem manutenção de equipamentos de uso regular como viaturas, ou seja, no limiar de uma tragédia social anunciada. Nossas 03 Universidades públicas (UERJ, UEZO e UENF), referência em pesquisa e geração de tecnologias, abandonadas à própria sorte, o Hospital Universitário Pedro Ernesto, referência em formação e atendimento à população, praticamente paralisado. 

E ai vem o "legal", porém imoral governo Temer, impor a privatização da CEDAE como solução?

Não, não vamos aceitar esse escárnio, vamos mais uma vez dar um  BASTA a essa situação vergonhosa que está sendo imposta a população, aos servidores públicos e trabalhadores da CEDAE.

Esperamos que os representantes do Ministério Público, do Judiciário e a ALERJ cumpram seus papéis e façam com que este pacote de maldades draconiano seja enterrado de uma vez por todas. 

A CEDAE gera empregos e poderá gerar muito mais, recebendo os investimentos que o BNDES tão generosamente quer dar à iniciativa privada.

Lutar pela CEDAE pública e estatal é lutar pela vida e dignidade da população do Rio de Janeiro.

Nós  não somos responsáveis pela crise, portanto não vamos pagar por ela.

Juntos em luta por direitos!

Ary Girota

Sindicato dos trabalhadores em Saneamento de Niteróie/CEDAE
Integrante do MUSPE

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

7 de Setembro: os gritos do Ipiranga e dos excluídos


Todos os anos o país para, em feriado nacional com desfile cívico-militar. Muitas pessoas vão para as ruas, algumas em expressão de comemoração e outras nem tanto.

O processo de independência do Brasil é marcado pelo grito: "Independência ou morte" e pela pintura de Pedro Américo, que convoca, de maneira artística as pessoas a exaltarem esse acontecimento. Nas escolas a maioria dos livros didáticos mostra apenas um lado da história: o da classe dominante.

A tendência de manter o poder e evitar que novos ideiais políticos ganhassem corpo colaborou para sustentar o regime monárquico, em detrimento do republicanismo, abolicionismo, positivismo, etc. A missão do Império brasileiro era manter a marcha pela civilização (criada pelos portugueses) sem prejuízo da monarquia.

Para Caio Prado Júnior*, a Independência do Brasil se explicaria, institucionalmente, pelo esgotamento do sistema existente. A colonização que servia aos interesses do capitalismo, no sentido da acumulação de riquezas em detrimento da vida, foi um fator decisivo nesse processo.

Querem que essa data represente uma grande transformação na gestão do país, porém, ela serve a uma manutenção das elites no poder. Houve mudanças institucionais sim, mas que não foram benéficas para a maioria da população, que continuou excluída das decisões políticas. A escravidão continuou a todo o vapor, por exemplo, servindo a um modelo que já estava ultrapassado, na época, e que no Brasil ainda existia (escravista).

O grito dos excluídos é uma forma de manifestação que, com o passar dos anos, tem número crescente de adesões. Existe desde 1995 e busca dar visibilidade àqueles que não a tem. É preciso repensar a história que nos foi imposta, marcando uma posição crítica, nos organizando, ocupando espaços públicos e lutando de maneiras diversas.

*PRADO Jr, Caio. Formação do Brasil contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1942.

Mike Pontes - prof. de ed. física, diretor do SEPE regional 7 e estudante de história.

1 de setembro da farsa: o consenso andou mais rápido que a verdade


Primeiramente, fora Temer! Depois, fora CREF/CONFEF! Todos os anos escrevo um pequeno texto nesse dia 1 de Setembro para conscientizar pessoas sobre o quanto essa data definitivamente não me representa.

Para os sistemas CREF/CONFEF (Conselhos regional e nacional de educação física) comemora-se o DIA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO FÍSICA, a verdade é que o dia 1 de Setembro foi a data da criação do sistema CONFEF. Assim, parece que todas e todos se sentem representadas/os em serem "homenageadas/os" nesse dia.

Acontece também que essa expressão "profissional" foi criada para diferenciar o trabalhador formado em educação física que atende ao público não escolar. Essa divisão foi proposta há alguns anos quando o Conselho com sua força política conseguiu desmantelar a grade curricular do curso de educação física nas universidades, extinguindo a modalidade na qual sou formado pela UFRJ: licenciatura plena (permite que o professor atue em amplas áreas da educação física: escolas, clubes, academias, etc), dividindo o curso em dois e encurtando, inclusive, o tempo de formação dos universitários, mesmo sob forte polêmica na época.

Luto pela desregulamentação da educação física e sei que existem outras/os trabalhadoras/es que também o fazem pelas suas profissões. Muitos de nós consideramos o sistema CREF/CONFEF inútil e mais uma forma de escoar nosso suado dinheiro, pois o CREF é considerado responsável por fiscalizar os trabalhadores em educação física, que em troca disso, são obrigados a pagarem uma anuidade absurda. Este órgão inclusive conseguiu na justiça que os professores apresentem como um requisito a identidade profissional em dia no caso de convocação para assumir cargos publicos na área. Não basta o diploma.

Aceito felicitações no dia 15 de Outubro, dia do professor!

Mike Pontes - professor de educação física, diretor do SEPE Regional 7, membro do coletivo Luta educadora

quarta-feira, 18 de maio de 2016

1ª Plenária de Fundação da Luta Educadora Nacional
Dia 21/05 realizaremos a 1ª Plenária de Fundação do Coletivo Luta Educadora Nacional, com a fusão de diversos coletivos de outros Estados.
Venha com a gente! 21/05 as 9h no Beco João Inácio, 12, no Largo São Franscisco da Prainha (sede do PSOL-RJ). Próximo a Pedra do Sal.
No final teremos uma confraternização com o grupo de Samba Moça Prosa (https://www.facebook.com/mocaprosasamba)
Venha conhecer a Luta Educadora!
Curta e siga nossa página :
https://www.facebook.com/LeLutaEducadora
Entre no nosso Canal do Telegram: telegrama.me/lutaeducadorarj

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Saúde dos educadores – o frágil exército da Pátria Educadora

Por Isabel Keppler

Na posse do segundo mandato da presidenta Dilma Rousseff, fomos surpreendidos com a escolha do lema “Brasil, Pátria Educadora”. Não deu nem tempo de guardar ilusões que, dessa vez, algo seria feito para superar o fato do Brasil estar em 8º no ranking de países com maior número de adultos analfabetos. Mal se apagaram as luzes do plenário e o governo anunciou um pacote de austeridade com corte de verbas no setor da educação.

O ano de 2015 se encerrou com um corte total de R$ 10,5 bilhões. Os ataques continuaram e, no fim de março deste ano, foi anunciado mais um corte de R$ 4,3 bilhões.

As gestões estaduais e municipais não fogem dessa lógica, com corte de verbas que resultam diretamente em fechamentos de escolas e creches.
Essa precarização da educação tem consequências na vida de milhares de educadoras e educadores no Brasil. Para começar, a insuficiência de escolas reflete em uma superlotação das salas de aula. Em São Paulo, no início deste ano, o governo anunciou a permissão para aumentar o número de alunos nas salas de ensino médio de 40 para 44. No Rio de Janeiro são mais de 40 alunos por classe, além das salas não serem climatizadas e faltar materiais básicos como papel e produtos de limpeza.

Os resultados da pesquisa realizada pelo Ministério da Educação (MEC) a partir do Censo Escolar de 2013 trazem dados alarmantes, em especial no caso de professores do ensino médio. A maior parte (36,1%) atende de 150 a 300 alunos, enquanto 24,5% atendem mais de 400. Em relação a jornada, são 47,3% que trabalham em dois turnos e 23,2% em três turnos. São 7,5% de docentes, ainda no ensino médio, que têm mais de 400 alunos e atuam nos três turnos, em duas ou três escolas e em duas etapas ou três etapas.

As consequências na saúde

Essa realidade compromete o cumprimento da Lei nº 11.738/2008 (Lei do Piso), que assegura ao professor 1/3 da carga horária para atividades extraclasse. Dobrar ou até triplicar o turno em sala de aula significa dobrar ou triplicar planejamento de aula e correção de prova, por exemplo, que acabam sendo executadas fora da jornada de trabalho e sem remuneração, comprometendo as horas de descanso e lazer, fundamentais para recompor o corpo e a mente. Soma-se a esses elementos o tempo de deslocamento, que se agrava em situações em que se trabalha em mais de uma escola.

Essa intensificação da jornada de trabalho está diretamente relacionada com a má remuneração da categoria e quadro insuficiente de docentes. Com isso, aumentam os casos de doenças e acidentes de trabalho. Horas em pé, uso intensivo das cordas vocais, exposição ao pó de giz, são alguns problemas que se agravam quando a jornada de trabalho é muito extensa. A falta de investimento também traz impactos nas condições ambientais, tais como ruído, ventilação, iluminação etc. que agravam a saúde dos professores.

Doenças mentais

Mas, sem dúvida, o grande tema que assombra a vida de milhares de professores é a epidemia de doenças mentais. Na publicação da APEOESP (sindicato dos professores estaduais de São Paulo), “Saúde do Educador”, relata-se uma pesquisa organizada pela CNTE já em 1999, com professores de todos os Estados. Essa pesquisa constatou que 48% apresentava algum sintoma referente à síndrome de Burnout, como ficou conhecido o distúrbio de imenso esgotamento psíquico e físico.

No dia 24 de março deste ano, o Estadão publicou dados referentes a São Paulo que apontam um crescimento de afastamentos no trabalho. São cerca de 370 licenças médicas concedidas por dia, sendo 27,8% relacionadas a algum transtorno mental, em que transtornos de ansiedade e depressão são bastante recorrentes.

Apesar dos dados estarem cada vez mais alarmantes, a realidade é muito pior, já que muitos casos não são notificados. Uma pesquisa realizada pelo DIEESE no Rio Grande do Sul, em instituições privadas de ensino, constatou-se que 85% dos professores entrevistados consideram comum trabalhar com dor.

O assédio moral é denunciado constantemente e seus impactos sem dúvida estão inseridos nessas tristes estatísticas.

Constata-se, assim, a falácia do lema “Brasil, Pátria Educadora”. As medidas de ajuste fiscal implantadas pelos governos das esferas federal, estadual e municipal, tanto as já realizadas quanto as pretendidas, demonstram que não se pode confiar que, naturalmente, esses problemas irão se resolver. Em 2015, o governo federal estimou gastar 47% com a dívida pública, um valor doze vezes maior que para a educação. Isso explicita quem é poupado da crise econômica (banqueiros e empresários) e para quem se empurra o ônus.

Os sindicatos tem que assumir essa pauta

Os trabalhadores da educação se destacam na luta sindical como um setor mais oxigenado, impactado por movimentos como as Jornadas de Junho de 2013. O caso mais recente é forte greve dos profissionais da educação do Rio de Janeiro. Em síntese, o que se observa é uma categoria que possui uma base cada vez maior, com disposição para lutar, radicalizando nas ruas, mas suas direções não acompanham. Boa parte ainda tem seus sindicatos reféns de uma direção burocratizada e atrelada aos governos.

Como consequência disso, apesar do fôlego para longas greves e grandes manifestações de rua, um maior envolvimento de pais e estudantes, as greves acabam por muitas vezes encerradas pelo cansaço e com poucas vitórias.

Ano passado, ainda que estivessem mais de dez estados com professores em greve, a CNTE não construiu uma greve geral nacional da educação. Em São Paulo, a última greve, em 2015 durou 92 dias e encerrou com 0% de reajuste. No Rio de Janeiro, houve um protagonismo significativo da base, que visitou escolas, produziu materiais, participou das negociações e conduziu o comando de greve. No entanto, sobressaiu o mais-do-mesmo do movimento sindical na disputa pelo aparato, o que fez com que a maior parte da direção do SEPE (sindicato dos educadores da rede estadual) se distanciasse do contato com as reais reivindicações dos educadores e da realidade nas escolas.

No Paraná, os professores realizaram assembleias em estádio, com milhares de trabalhadores e participaram de atos radicalizados, que sofreram brutal repressão do governo Beto Richa (PSDB). No entanto, o sindicato, dirigido há décadas pela CUT, recuou e encerrou a greve mesmo sem vitória.

Nova geração impulsionando a luta

É muito possível que as condições insustentáveis de precarização no cotidiano da escola tenham se tornado um elemento importante para convencer milhares de trabalhadores a irem às ruas, desafiando governos e atropelando direções sindicais, por mais direitos. Outro aspecto é um perfil da própria categoria, que possui uma camada de jovens recém-formados, já atuantes outrora no movimento estudantil e que entram com disposição para trazer um novo fôlego para a luta sindical.

No entanto, essa oxigenação ainda é esporádica e conjuntural, com rápidas explosões de lutas locais, com dificuldade de articular-se nacionalmente e muitas vezes interrompidas diante da repressão brutal de governo e das desanimadoras assembleias promovidas pelos sindicatos, em que a disputa de aparato entre grupos torna-se mais importante do que a luta da categoria.

Barrar a tendência epidêmica das doenças e acidentes relacionados ao trabalho é urgente. É preciso uma melhoria no plano de carreira, com aumento de salário e redução da jornada de trabalho. No entanto, para alcançar e envolver mais professores para a luta sindical organizada, as direções sindicais precisam avançar e inovar para além das campanhas salariais anuais. É preciso assumir a pauta da Saúde do Trabalhador, que trata de forma sensível aos problemas cotidianos enfrentados pelos trabalhadores.

Organizar pela base

É necessário mobilizar a base, criando comitês em cada sede e subsede dos sindicatos e associações, em cada escola. Promover debates e seminários sobre o tema, organizar as reivindicações e denunciar os assédios morais.

É preciso, também, mobilizar, na medida do possível, os próprios trabalhadores afastados, transformando a dor em luta, em mobilização por melhores condições para que outros não cheguem a essa situação. Aonde o sindicato é dirigido por setores burocratizados e comprometidos com gestores, as oposições sindicais devem assumir essa tarefa.

A história nos ensina: nem governos, nem patrões – a saída para uma vida digna é coletiva e deve vir do protagonismo dos trabalhadores.

Manifesto em defesa da Professora Aluana, do Colégio Prefeito Mendes de Moraes, que vem sofrendo diversos ataques e pedido de exoneração





Sabemos que o momento político no país é inédito. Nunca se teve tanto acesso a informação como hoje. Lamentavelmente acontecem fatos que não podemos nos furtar de analisar. Esta nota trata disso: até o presente momento mais de 70 escolas ocupadas e uma delas, em particular, possui um movimento de desocupação e este propôs uma pauta que muito nos incomoda: a exoneração da professora de sociologia Aluana Guilarducci.


Quando os estudantes do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes propuseram uma pauta de negociações pós ocupação, um dos itens previstos foi a exoneração do diretor Marcos Madeira do cargo. Os próprios alunos são as melhores pessoas para explicar os motivos, assédios e perseguições foram denunciados pelos estudantes e relatados por diversos profissionais de educação que já passaram pela unidade escolar.


Existem áudios e fotos que apontam o envolvimento do citado diretor organizando reuniões com os alunos, o que, a nosso ver, é um desserviço à organização autônoma dos estudantes. Parece que o pedido de exoneração da professora é uma moeda de troca, pediram o cargo da mesma em troca do dele. Acontece que o diretor da escola já está no cargo há anos e isso contraria a LDB (Lei de diretrizes e bases da educação, nº 9394 de 1996, artigo 3º inciso VIII), “gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino”. Além disto, o pedido de exoneração no caso do diretor é do cargo de gestão e não de sua matrícula, ou seja, ele continuaria sendo um funcionário público. No caso do Desocupa, a exoneração da professora acarretaria em sua demissão!


Deste modo, repudiamos a tutela dos estudantes pelo diretor Marcos Madeira, a SEEDUC que convocou e vem fomentando movimentos de desocupações sem se preocupar com o diálogo, colocando em risco a segurança dos alunos. Registra-se que a SEEDUC vem soltando na mídia diversas mentiras, como a da perda do ano letivo, claramente para colocar estudantes contra estudantes.


Repudiamos, também, qualquer pessoa que não tenha capacidade de distinguir sua posição política e promova ataques pessoais, que aja com violência ou incentive a mesma dentro e fora das escolas, que desrespeite as leis exigindo o que não lhe é de direito. A professora possui histórico de lutas e foi criminalizada por isso em 2013, não podemos aceitar mais que trabalhadoras e trabalhadores sejam atacados por lutaram pelo que acreditam. Exoneração não! Professora Aluana, estamos com você!






Assinam esse manifesto:

APRAERP - RJ (Associação de pais e responsáveis por alunos de escolas públicas)
Coletivo Água sim. Lucro não!
COLIG - Coletivo Ilha do Governador
Luta educadora
MIL - Movimento de inclusão legal
Núcleo resistência socialista Ilha do Governador
Partido Pirata - Rio de Janeiro
Plenária do Encontro de Educação Paraibano - 21/05/2016, UFCG
SEPE Núcleo Queimados
SEPE Regional 7
SEPE Rio das Ostras
Sinpro Rio
Adno Soares Junior - rede estadual RJ
Adriana de Lima Moreira - prof. de biologia - rede estadual
Afonso Celso Teixeira – professor e diretor do SINPRO RJ
Afrânio Gonçalves de Souza - prof. de Geografia - redes estadual e municipal de Belford Roxo
Amanda Regina Kuroski – prof. de educação física – rede privada RJ
André Luiz Villares – prof. de sociologia – rede estadual RJ
Alan Clair de Oliveira Passos - prof. de história - rede estadual RJ
Alessandra Bruno - prof. de geografia – rede municipal RJ
Aline Oliveira de Sousa – prof. de educação física – rede municipal RJ
Ângela M. O. Pinto - prof. da rede estadual RJ
Antônio Carlos Valois de Pontes - prof. de história - rede estadual
Aurélio Fernandes – prof. de história – rede estadual RJ
Bruno Amaro - prof. de matemática - rede estadual RJ
Carolina Nicácio Costa – prof. língua inglesa – redes municipais Rio e Belford Roxo
Cassiano Farias – prof. de educação física rede estadual RJ e municipal Belford Roxo 
Cristiane Gomes – prof. de sociologia – rede estadual RJ
Cristiane Suzart Guimarães - prof. de língua portuguesa - rede estadual RJ
Dalva Novaes Zimmer Brito – prof. língua estrangeira – rede estadual RJ
Dan Gabriel D’Onofre – prof. do Dep. de Economia Doméstica e Hotelaria – UFRRJ
Daniel da Silva San Gil – prof. de educação física – rede municipal RJ
Diego Azevedo Sodré – prof. de sociologia – rede estadual RJ
Dimas Sales Pereira Júnior - prof. de história - rede municipal RJ
Dione Brito - prof. de educação física - rede estadual
Edmilson Fernandes Junior – prof. de física – rede estadual
Edson D. G. de Oliveira - prof. rede privada
Elielson Oliveira dos Santos – prof. de educação física – rede municipal Belford Roxo
Elizabet Teixeira – prof. de espanhol – rede estadual RJ
Elizabeth Caldas – prof. língua portuguesa – redes estadual e municipal RJ
Fabiana Soares – prof. de biologia – rede estadual RJ
Fabíola Pontes - prof. de história - rede municipal RJ
Fátima Machado Chaves – prof. aposentada – rede municipal RJ
Felipe Dias Ramos Loureiro – prof. de história – rede estadual RJ
Felipe Guaraciaba Formoso – prof. de educação física – redes estadual e municipal RJ
Fernando Scintilla – prof. geografia – redes municipais de Queimados e Belford Roxo
Gabriel Rodrigues Daumas Marques - prof. de educação física - IFF Quissamã
Gibram Amorim Silva – prof. história e geografia – rede estadual RJ
Glauber Montes – prof. de história – redes municipais de Petrópolis e Belford Roxo
Gustavo Listo - prof. de matemática - rede estadual RJ
Ilza Helena Teles - prof. de história - rede estadual RJ
Isabel Souza de Araújo – prof. da rede municipal RJ
James Jansen Pinho de Barros - prof. de matemática - rede municipal RJ
João Paulo Barboza – responsável de aluno da E.M. Rodrigo Otávio
Joice Souza - prof. de educação física - rede municipal do RJ
Jonas dos Reis Cunha - prof. de geografia - rede estadual do RJ
Jonathas Victorio – prof. de matemática – rede estadual
Júlia Brito - estudante IFRJ
Julian Araújo Brito – prof. de sociologia – rede estadual
Juliana Ângelo Martins de Oliveira - prof. de sociologia - rede estadual RJ
Julie Ferreira - prof. de biologia - redes estadual e municipal RJ
Lara Pinheiro - estudante de história da UFF
Larissa Chometon – prof. de sociologia – rede estadual RJ
Leon Neves Guimarães – prof. de história – rede estadual RJ
Letícia Alcântara Coelho da Silva – prof. de educação física – rede privada RJ
Lidiane Lobo - prof. rede municipal de Nova Iguaçu
Lilian de Brito Koplin - prof. de história - rede estadual RJ
Luiz Felipe Cavalcanti – servidor público – Escola de Educação Física UFRJ
Luiz Felipe Hirtz Guerra - prof. de história - redes municipal e estadual RJ
Mabel Barreto - prof. de educação física - rede estadual do RJ
Marcia dos Passos Neves – prof. de sociologia – rede estadual
Marcello Cantizano – técnico administrativo em educação - UFRJ
Marcelo Henrique Soares - prof. de educação física, rede municipal RJ
Marcelo Fiuza – prof. rede estadual RJ
Marcos Brito - estudante de música UNIRIO
Marcos Vinicius Lemos - prof. de física - rede estadual
Marcus Menezes - prof. de educação física - redes de Queimados e Nova Iguaçu
Maria Amélia Augusto Gomes - prof. de português e ed. artística - rede estadual RJ
Maria Borges - prof. de inglês da rede estadual RJ
Marli Esteves – prof. rede estadual RJ
Marta Simões Peres – prof. da UFRJ
Marzeni Pereira da Silva - Tecnólogo, especialista em engenharia de saneamento 
Matheus Castro da Silva – prof. redes municipais de Nova Iguaçu e Caxias
Matheus Lara - Tutor do pré-vestibular social do CEDERJ
Mauro Nunes - responsável por aluno em Colégio estadual
Micheli Pires da Silva - prof. de ciências - rede estadual e municipal RJ
Mônica Lima – prof. de biologia – rede estadual RJ
Naira Fois – prof. rede municipal de Nova Iguaçu
Natan Martins de Paula - prof. rede estadual RJ
Paloma da Silva Gomes - prof. rede municipal RJ
Paulo Petersen - prof. geografia - rede estadual RJ
Philipp Lessa – prof. geografia – rede estadual RJ
Raquel Almeida – prof. de educação física – rede estadual RJ
Raquel Cavalcante Freire – prof. rede municipal Nova Iguaçu
Raquel Lacerda – prof. rede estadual RJ
Ricardo Carvalho Dias - prof. de biologia - redes municipal e estadual
Ricardo Dantas Lima - prof. de geografia - rede municipal RJ
Rodrigo Pinheiro - prof. de biologia - rede estadual
Ronaldo M. Mello Filho – prof. de sociologia – rede estadual
Sâmia Bomfim – Servidora da USP, Secretaria de Mulheres do SINTUSP (Sindicato dos trabalhadores da USP)
Tarcísio Motta de Carvalho - prof. de história - Pedro II
Thaís Cristina de Assis Oliveira – prof. de educação física – rede municipal de Macaé
Thales Neves - prof. de geografia - rede estadual do RJ
Thiago Coqueiro Mendonça – prof. de educação física – rede municipal RJ
Vagner Montebello Rodrigues – prof. rede municipal de Belford Roxo
Vanessa Rosa – professora – rede municipal RJ
Vinicius Costa Pereira – prof. de educação física – rede estadual RJ
Viviane Abreu – prof. de educação física – rede privada RJ


#SomostodosAluana

Manifesto em defesa da Professora Aluana, do Colégio Prefeito Mendes de Moraes, que vem sofrendo diversos ataques e pedido de exoneração





Sabemos que o momento político no país é inédito. Nunca se teve tanto acesso a informação como hoje. Lamentavelmente acontecem fatos que não podemos nos furtar de analisar. Esta nota trata disso: até o presente momento mais de 70 escolas ocupadas e uma delas, em particular, possui um movimento de desocupação e este propôs uma pauta que muito nos incomoda: a exoneração da professora de sociologia Aluana Guilarducci.


Quando os estudantes do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes propuseram uma pauta de negociações pós ocupação, um dos itens previstos foi a exoneração do diretor Marcos Madeira do cargo. Os próprios alunos são as melhores pessoas para explicar os motivos, assédios e perseguições foram denunciados pelos estudantes e relatados por diversos profissionais de educação que já passaram pela unidade escolar.


Existem áudios e fotos que apontam o envolvimento do citado diretor organizando reuniões com os alunos, o que, a nosso ver, é um desserviço à organização autônoma dos estudantes. Parece que o pedido de exoneração da professora é uma moeda de troca, pediram o cargo da mesma em troca do dele. Acontece que o diretor da escola já está no cargo há anos e isso contraria a LDB (Lei de diretrizes e bases da educação, nº 9394 de 1996, artigo 3º inciso VIII), “gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino”. Além disto, o pedido de exoneração no caso do diretor é do cargo de gestão e não de sua matrícula, ou seja, ele continuaria sendo um funcionário público. No caso do Desocupa, a exoneração da professora acarretaria em sua demissão!


Deste modo, repudiamos a tutela dos estudantes pelo diretor Marcos Madeira, a SEEDUC que convocou e vem fomentando movimentos de desocupações sem se preocupar com o diálogo, colocando em risco a segurança dos alunos. Registra-se que a SEEDUC vem soltando na mídia diversas mentiras, como a da perda do ano letivo, claramente para colocar estudantes contra estudantes.


Repudiamos, também, qualquer pessoa que não tenha capacidade de distinguir sua posição política e promova ataques pessoais, que aja com violência ou incentive a mesma dentro e fora das escolas, que desrespeite as leis exigindo o que não lhe é de direito. A professora possui histórico de lutas e foi criminalizada por isso em 2013, não podemos aceitar mais que trabalhadoras e trabalhadores sejam atacados por lutaram pelo que acreditam. Exoneração não! Professora Aluana, estamos com você!






Assinam esse manifesto:

APRAERP - RJ (Associação de pais e responsáveis por alunos de escolas públicas)
Coletivo Água sim. Lucro não!
COLIG - Coletivo Ilha do Governador
Luta educadora
MIL - Movimento de inclusão legal
Núcleo resistência socialista Ilha do Governador
Partido Pirata - Rio de Janeiro
Plenária do Encontro de Educação Paraibano - 21/05/2016, UFCG
SEPE Núcleo Queimados
SEPE Regional 7
SEPE Rio das Ostras
Sinpro Rio
Adno Soares Junior - rede estadual RJ
Adriana de Lima Moreira - prof. de biologia - rede estadual
Afonso Celso Teixeira – professor e diretor do SINPRO RJ
Afrânio Gonçalves de Souza - prof. de Geografia - redes estadual e municipal de Belford Roxo
Amanda Regina Kuroski – prof. de educação física – rede privada RJ
André Luiz Villares – prof. de sociologia – rede estadual RJ
Alan Clair de Oliveira Passos - prof. de história - rede estadual RJ
Alessandra Bruno - prof. de geografia – rede municipal RJ
Aline Oliveira de Sousa – prof. de educação física – rede municipal RJ
Ângela M. O. Pinto - prof. da rede estadual RJ
Antônio Carlos Valois de Pontes - prof. de história - rede estadual
Aurélio Fernandes – prof. de história – rede estadual RJ
Bruno Amaro - prof. de matemática - rede estadual RJ
Carolina Nicácio Costa – prof. língua inglesa – redes municipais Rio e Belford Roxo
Cassiano Farias – prof. de educação física rede estadual RJ e municipal Belford Roxo 
Cristiane Gomes – prof. de sociologia – rede estadual RJ
Cristiane Suzart Guimarães - prof. de língua portuguesa - rede estadual RJ
Dalva Novaes Zimmer Brito – prof. língua estrangeira – rede estadual RJ
Dan Gabriel D’Onofre – prof. do Dep. de Economia Doméstica e Hotelaria – UFRRJ
Daniel da Silva San Gil – prof. de educação física – rede municipal RJ
Diego Azevedo Sodré – prof. de sociologia – rede estadual RJ
Dimas Sales Pereira Júnior - prof. de história - rede municipal RJ
Dione Brito - prof. de educação física - rede estadual
Edmilson Fernandes Junior – prof. de física – rede estadual
Edson D. G. de Oliveira - prof. rede privada
Elielson Oliveira dos Santos – prof. de educação física – rede municipal Belford Roxo
Elizabet Teixeira – prof. de espanhol – rede estadual RJ
Elizabeth Caldas – prof. língua portuguesa – redes estadual e municipal RJ
Fabiana Soares – prof. de biologia – rede estadual RJ
Fabíola Pontes - prof. de história - rede municipal RJ
Fátima Machado Chaves – prof. aposentada – rede municipal RJ
Felipe Dias Ramos Loureiro – prof. de história – rede estadual RJ
Felipe Guaraciaba Formoso – prof. de educação física – redes estadual e municipal RJ
Fernando Scintilla – prof. geografia – redes municipais de Queimados e Belford Roxo
Gabriel Rodrigues Daumas Marques - prof. de educação física - IFF Quissamã
Gibram Amorim Silva – prof. história e geografia – rede estadual RJ
Glauber Montes – prof. de história – redes municipais de Petrópolis e Belford Roxo
Gustavo Listo - prof. de matemática - rede estadual RJ
Ilza Helena Teles - prof. de história - rede estadual RJ
Isabel Souza de Araújo – prof. da rede municipal RJ
James Jansen Pinho de Barros - prof. de matemática - rede municipal RJ
João Paulo Barboza – responsável de aluno da E.M. Rodrigo Otávio
Joice Souza - prof. de educação física - rede municipal do RJ
Jonas dos Reis Cunha - prof. de geografia - rede estadual do RJ
Jonathas Victorio – prof. de matemática – rede estadual
Júlia Brito - estudante IFRJ
Julian Araújo Brito – prof. de sociologia – rede estadual
Juliana Ângelo Martins de Oliveira - prof. de sociologia - rede estadual RJ
Julie Ferreira - prof. de biologia - redes estadual e municipal RJ
Lara Pinheiro - estudante de história da UFF
Larissa Chometon – prof. de sociologia – rede estadual RJ
Leon Neves Guimarães – prof. de história – rede estadual RJ
Letícia Alcântara Coelho da Silva – prof. de educação física – rede privada RJ
Lidiane Lobo - prof. rede municipal de Nova Iguaçu
Lilian de Brito Koplin - prof. de história - rede estadual RJ
Luiz Felipe Cavalcanti – servidor público – Escola de Educação Física UFRJ
Luiz Felipe Hirtz Guerra - prof. de história - redes municipal e estadual RJ
Mabel Barreto - prof. de educação física - rede estadual do RJ
Marcia dos Passos Neves – prof. de sociologia – rede estadual
Marcello Cantizano – técnico administrativo em educação - UFRJ
Marcelo Henrique Soares - prof. de educação física, rede municipal RJ
Marcelo Fiuza – prof. rede estadual RJ
Marcos Brito - estudante de música UNIRIO
Marcos Vinicius Lemos - prof. de física - rede estadual
Marcus Menezes - prof. de educação física - redes de Queimados e Nova Iguaçu
Maria Amélia Augusto Gomes - prof. de português e ed. artística - rede estadual RJ
Maria Borges - prof. de inglês da rede estadual RJ
Marli Esteves – prof. rede estadual RJ
Marta Simões Peres – prof. da UFRJ
Marzeni Pereira da Silva - Tecnólogo, especialista em engenharia de saneamento 
Matheus Castro da Silva – prof. redes municipais de Nova Iguaçu e Caxias
Matheus Lara - Tutor do pré-vestibular social do CEDERJ
Mauro Nunes - responsável por aluno em Colégio estadual
Micheli Pires da Silva - prof. de ciências - rede estadual e municipal RJ
Mônica Lima – prof. de biologia – rede estadual RJ
Naira Fois – prof. rede municipal de Nova Iguaçu
Natan Martins de Paula - prof. rede estadual RJ
Paloma da Silva Gomes - prof. rede municipal RJ
Paulo Petersen - prof. geografia - rede estadual RJ
Philipp Lessa – prof. geografia – rede estadual RJ
Raquel Almeida – prof. de educação física – rede estadual RJ
Raquel Cavalcante Freire – prof. rede municipal Nova Iguaçu
Raquel Lacerda – prof. rede estadual RJ
Ricardo Carvalho Dias - prof. de biologia - redes municipal e estadual
Ricardo Dantas Lima - prof. de geografia - rede municipal RJ
Rodrigo Pinheiro - prof. de biologia - rede estadual
Ronaldo M. Mello Filho – prof. de sociologia – rede estadual
Sâmia Bomfim – Servidora da USP, Secretaria de Mulheres do SINTUSP (Sindicato dos trabalhadores da USP)
Tarcísio Motta de Carvalho - prof. de história - Pedro II
Thaís Cristina de Assis Oliveira – prof. de educação física – rede municipal de Macaé
Thales Neves - prof. de geografia - rede estadual do RJ
Thiago Coqueiro Mendonça – prof. de educação física – rede municipal RJ
Vagner Montebello Rodrigues – prof. rede municipal de Belford Roxo
Vanessa Rosa – professora – rede municipal RJ
Vinicius Costa Pereira – prof. de educação física – rede estadual RJ
Viviane Abreu – prof. de educação física – rede privada RJ


#SomostodosAluana